A Dieta dos Veganos pode Prevenir e Tratar Doenças Crônicas?

Vegetarianos e Veganos estão em risco reduzido de certas doenças crônicas, incluindo doença cardíaca isquêmica, diabetes tipo 2, hipertensão, certos tipos de câncer e obesidade. A baixa ingestão de gorduras saturadas e alta ingestão de vegetais, frutas, grãos integrais, leguminosas, produtos de soja, nozes e sementes (todos ricos em fibras e fitoquímicos) são características de dietas vegetarianas e veganas que produzem menores níveis de colesterol total e lipoproteína de baixa densidade (LDL), e melhor controle da glicose sangüínea. Esses fatores contribuem para a redução da doença crônica.

journal-adnA Academia de Nutrição e Dietética dos Estados Unidos, em sua edição de Dezembro de 2016, publicou um artigo afirmando que dietas vegetarianas, incluindo veganas bem planejadas são saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem proporcionar benefícios de saúde para a prevenção e tratamento de certas doenças. Desde que se dê uma educação nutricional adequada, uma dieta vegetariana terapêutica funciona bem como as dietas onívoras em termos de adesão [1]. Tal como acontece com a implementação de qualquer dieta, empregando uma variedade de estratégias de aconselhamento, entrevistas, sessões freqüentes, demonstrações de culinária e incentivos, podemos melhorar os resultados relacionados a nutrição usando uma dieta vegetariana como terapêutica. Vejamos o que diz o artigo:

Sobrepeso e obesidade

Com mais de dois terços da população americana com sobrepeso ou obesidade e números crescendo [2], os Médicos e Nutricionistas devem estar cientes das evidências para apoiar o uso de dietas vegetarianas e veganas para alcançar e manter um peso saudável. Um peso corporal saudável está associado à melhora da função cardiovascular [3] e da sensibilidade à insulina [4], além de ajudar a reduzir o risco de outras doenças crônicas [3].

Padrões alimentares baseados em vegetais também estão associados com menor índice de massa corporal (IMC, calculado como kg/m2). No Estudo Adventista -2, o IMC médio foi maior (28,8) em comedores de carne e menor naqueles que evitaram todos os produtos de origem animal (23,6) [5]. Da mesma forma, no Estudo EPIC-Oxford, os pesquisadores encontraram o maior IMC médio entre os consumidores de carnes (24,4) e o menor entre os veganos (22,5) [6]. No estudo Sueco de coorte de mamografia, “Swedish Mammography Cohort”, os pesquisadores descobriram que a prevalência de sobrepeso ou obesidade era de 40% entre onívoros e 25% entre vegetarianos [7].

Pesquisas indicam que o uso terapêutico de uma dieta vegetariana é eficaz para tratar o excesso de peso e pode ter um desempenho melhor do que as dietas onívoras alternativas para a mesma finalidade. Duas meta-análises dos ensaios de intervenção mostraram que a adoção de dietas vegetarianas estava associada a uma maior perda de peso em relação aos grupos de dieta de controle [8,9]. Uma dieta vegana com suporte estruturado e terapia comportamental comparada com a dieta do Programa Nacional de Educação do Cholesterol, foi associada a uma perda de peso significativamente maior após 1 e 2 anos [10].

DCV, incluindo hiperlipidemia, doença cardíaca isquêmica e hipertensão

As dietas vegetarianas estão associadas a uma redução no risco de DCV (doença cardiovascular) [11]. As dietas vegetarianas melhoram vários fatores de risco de doença cardíaca modificáveis, incluindo obesidade abdominal [12], pressão arterial [13], perfil lipídico sérico [14], e glicemia [15].  Eles também diminuem marcadores de inflamação como a proteína C reativa, reduzem o estresse oxidativo e protegem contra a formação de placas ateroscleróticas [16]. Consequentemente, os vegetarianos têm menor risco de desenvolver e morrer de doença cardíaca isquêmica [11,17].

As dietas veganas parecem ser ainda mais benéficas na melhora dos fatores de risco para doenças cardíacas [13,15]. O Estudo EPIC-Oxford [18] revelou que aqueles que consumiam uma dieta vegana comiam a maior quantidade de fibra, menos gordura total e gordura saturada e tinham o peso corporal e níveis de colesterol mais saudáveis comparados com onívoros e outros vegetarianos. Uma meta-análise de 11 ensaios controlados randomizados constatou que os participantes adeptos de uma dieta vegetariana experimentaram uma redução substancial no colesterol total, lipoproteína de baixa densidade e lipoproteína de alta densidade, o que correspondeu a uma redução de aproximadamente 10% no risco de doença cardíaca [14].heart-disease

No “Adventist Health Study-2” com 73,308 Adventistas do Sétimo Dia, os pesquisadores descobriram que os vegetarianos tinham 13% e 19% menor risco menor de desenvolver DCV e cardiopatia isquêmica, respectivamente, em comparação com os não vegetarianos [45]. Uma análise prévia do Estudo EPIC, descobriu que os grupos vegetarianos tinham um risco 32% menor de hospitalização ou morte por doença cardíaca [11].

Os vegetarianos desfrutam de um menor risco de doenças cardíacas consumindo regularmente uma variedade de vegetais, frutas, grãos integrais, leguminosas e nozes. Fatores de risco para doença cardíaca coronariana, tais como níveis de colesterol total e LDL, peso e gordura corporal, melhoram dentro de um curto período de tempo em uma dieta vegetariana, mesmo sem o uso de drogas que reduzem o colesterol [19].

Em comparação com os não vegetarianos, os vegetarianos têm uma menor prevalência de hipertensão. Os resultados do Estudo EPIC-Oxford mostraram que os veganos têm os menores níveis de pressão arterial sistólica e diastólica e a menor taxa de hipertensão de todos os grupos de dieta (veganos, vegetarianos, comedores de peixe e comedores de carne) [20]. Dados do Adventist Health Study-2 confirmou que os veganos têm os níveis mais baixos de pressão arterial e a menor hipertensão de todos os vegetarianos, e significativamente menores do que os comedores de carne [13]. Uma meta-análise comparando a pressão arterial de mais de 21.000 pessoas em todo o mundo descobriu que aqueles que seguem uma dieta vegetariana tem pressão arterial sistólica cerca de 7 mmHg menor e pressão arterial diastólica 5 mmHg menor do que os participantes do estudo que consomem uma dieta onívora [21].

Diabetes

Em comparação com os consumidores de carne, ovo-lacto-vegetarianos e veganos têm menor risco de diabetes tipo 2. O Adventist Health Study-2 relatou que os consumidores de carne tinham mais de duas vezes a prevalência de diabetes em comparação com os lacto-ovo-vegetarianos e veganos, mesmo depois de corrigir o IMC [5]. Entre os que não tinham a doença, as probabilidades de desenvolvimento de diabetes foram reduzidas em 77% para os veganos e em 54% para os ovo-lacto-vegetarianos em comparação com os não vegetarianos (ajustando a idade). Quando o IMC e outros fatores de confusão foram ajustados, a associação permaneceu forte. Os veganos foram 62% menos propensos a desenvolver diabetes, enquanto os ovo-lacto-vegetarianos foram 38% menos prováveis [22].diabetes-figura-grafico

Prevenção. Nas últimas duas décadas, estudos observacionais prospectivos e ensaios clínicos forneceram evidências significativas de que dietas ricas em grãos integrais, frutas, vegetais, leguminosas, sementes e nozes e menores em grãos refinados, carnes vermelhas ou processadas e bebidas açucaradas, reduzem o risco de diabetes e melhoram o controle glicêmico e lipídico em pacientes com diabetes [23]. A ingestão de grãos integrais tem sido consistentemente associada a um menor risco de diabetes, mesmo após o ajuste para o IMC [24]. As leguminosas que são alimentos de baixo índice glicêmico, podem proporcionar benefício para o diabetes, reduzindo os níveis de glicose pós-prandial após o consumo de uma refeição, bem como após uma refeição subseqüente, conhecida como “efeito de segunda refeição” [25]. Uma metanálise demonstrou que maior ingestão de frutas ou vegetais, particularmente dos vegetais verdes, associaram-se a uma redução significativa do risco de diabetes tipo 2 [25] No Estudo das Enfermeiras de Harvard I e II, o maior consumo de nozes foi associado a menor risco de diabetes [27]. Por outro lado, as carnes vermelhas e processadas estão fortemente associadas ao aumento das concentrações de glicose e insulina em jejum e ao risco de diabetes [28]. As potenciais etiologias para a associação de carne e diabetes incluem ácidos graxos saturados, produtos finais de glicação avançada, nitratos/nitritos, ferro-heme, N-óxido de trimetilamina, aminoácidos ramificados, e disruptores endócrinos [28].

Tratamento. Em um ensaio clínico randomizado comparando uma dieta vegetariana com baixo teor de gordura com uma dieta baseada nas diretrizes da American Diabetes Association, maiores melhoras no controle glicêmico, lipídios no sangue e peso corporal foram observadas no grupo vegano [29]. Em um ensaio controlado randomizado de 24 semanas em pacientes com diabetes tipo 2, aqueles em uma dieta vegetariana isocalórica relataram maiores melhorias na sensibilidade à insulina, redução da gordura visceral e uma redução nos marcadores inflamatórios do que aqueles em um dieta para diabetes convencional [30].

De acordo com uma metanálise de seis ensaios clínicos controlados, as dietas vegetarianas foram associadas a um melhor controle glicêmico em pessoas com diabetes tipo 2 [31]. Os padrões alimentares vegetarianos e veganos caracterizados por alimentos vegetais ricos em nutrientes e ricos em fibras reduzem o risco e servem como ferramentas terapêuticas eficazes no tratamento do diabetes tipo 2.

Câncer

Resultados do Estudo Adventista-2 revelaram que as dietas vegetarianas estão associadas com um menor risco de câncer no geral, e especialmente um menor risco de câncer gastrointestinal. Além disso, uma dieta vegana confere maior proteção contra a incidência de câncer no geral, do que qualquer outro padrão dietético [32].  Recentemente, dietas veganas foram relacionada com cerca de 35% menor risco de câncer de próstata [33]. Uma meta-análise de sete estudos relatou que os vegetarianos tiveram uma incidência de câncer 18% menor do que os não vegetarianos [15].

fitoquimicosEstudos epidemiológicos têm demonstrado consistentemente que um consumo regular de frutas, vegetais, leguminosas ou grãos integrais está associado a um risco reduzido de certos tipos de câncer [34]. Uma vasta gama de fitoquímicos, como sulforafano, ácido ferúlico, genisteínaindol-3-carbinol, a curcumina, a epigalocatequina-3-galato, o dialilsulfureto, o resveratrol, o licopeno e a quercetina encontrados em vegetais, leguminosas, frutas, especiarias e grãos integrais podem proporcionar proteção contra o câncer [35,36]. Esses fitoquímicos são conhecidos por interferir com uma série de processos celulares envolvidos na progressão do câncer [37].

Os vegetarianos normalmente consomem maiores níveis de fibra em comparação com outras dietas. O Estudo EPIC envolvendo 10 países europeus relatou uma redução de 25% no risco de câncer colorretal para a maior ingestão de fibra dietética em comparação com a menor [38]. Por outro lado, em duas grandes coortes dos EUA, uma associação positiva foi observada entre o consumo de carnes vermelhas processadas e o risco de câncer colorretal [39]. O consumo de carne processada também aumentou o risco de morrer de câncer [40]. Em uma revisão sistemática e meta-análise de 26 estudos epidemiológicos, o risco relativo de adenomas colorretais foi de 1,27 por ingestão diária de 100g de carne vermelha e 1,29 por ingestão diária de 50 g de carne processada [41].

Osteoporose

Estudos ósseos relataram que os vegetarianos têm níveis de densidade mineral óssea semelhantes ou ligeiramente reduzidos em comparação com os onívoros, sendo que os veganos têm tipicamente os níveis mais baixos [42]. Embora as diferenças sejam relativamente modestas, parecem não ter significado clínico, desde que os nutrientes necessários sejam adequadamente fornecidos.

As dietas vegetarianas estão associadas a vários fatores que promovem a saúde óssea, incluindo alta ingestão de vegetais e frutas; Um suprimento abundante de magnésio, potássio, vitamina K, vitamina C; e uma carga acida relativamente baixa [44]. Em contrapartida, podem comprometer a saúde óssea quando são baixos em cálcio, vitamina D, vitamina B-12 e proteína [44]. EPIC-Oxford relatou um aumento de 30% no risco de fratura de veganos como um grupo, mas nenhum aumento no risco de fratura em ovo-lacto-vegetarianos em comparação com não-vegetarianos. Entretanto, quando apenas veganos com ingestão de cálcio> 525 mg/dia foram incluídos na análise, as diferenças no risco de fratura desapareceram [42]. O Adventist Health Study-2 relatou que ingestões mais freqüentes de leguminosas e análogos de carne reduziram o risco de fratura de quadril, com um efeito protetor muito maior do que aquele da carne [43]. A proteína tem um impacto neutro ou ligeiramente positivo na saúde óssea [44].

Para alcançar e manter uma excelente saúde óssea, os vegetarianos e veganos são bem aconselhados a cumprir a recomendação diária para todos os nutrientes, particularmente cálcio, vitamina D, vitamina B-12 e proteína, e consumir generosas porções de vegetais e frutas [44].

Conclusão

O interesse e o gosto pelas dietas baseadas em vegetais continuam a crescer nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, à medida que agências governamentais e várias organizações de saúde e nutrição promovem o uso regular de alimentos vegetais. Abundantes escolhas no mercado facilitam seguir uma dieta vegetariana estrita. Bem planejadas, as dietas vegetarianas fornecem nutrientes adequados para todos os estágios do ciclo de vida e também podem ser úteis no tratamento terapêutico de algumas doenças crônicas. No geral, como avaliado pelo Índice de Alimentação Saudável Alternativa, a nutrição é melhor em dietas vegetarianas e veganas em comparação com dietas onívoras. Enquanto algumas dietas vegetarianas podem ser baixas em certos nutrientes, como cálcio e vitamina B-12, isso pode ser resolvido pelo planejamento apropriado. Em comparação com dietas não-vegetarianas, dietas vegetarianas podem fornecer proteção contra muitas doenças crônicas, como doenças cardíacas, hipertensão, diabetes tipo 2, obesidade e alguns tipos de câncer. Além disso, uma dieta vegetariana poderia fazer uso mais conservador dos recursos naturais e causar menos degradação ambiental. Maiores recursos educacionais estão disponíveis hoje, e nutricionistas e profissionais têm mais informações atuais sobre dietas vegetarianas para melhor ajudar o público em geral e clientes vegetarianos a tomar decisões bem informadas sobre a sua saúde nutricional.

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